Saída

Com o fim à vista?

Terminar o curso e depois… “o que fazer?” é a pergunta que atormenta a maioria dos estudantes e recém-licenciados e para a qual não parece haver uma resposta única.

A transição para o mercado de trabalho é um importante período de mudança no ciclo de vida de qualquer jovem adulto. Nesta etapa, existe o confronto com uma nova realidade, muitas vezes pouco conhecida e geradora de receios. Ainda assim, se este pode ser um período difícil, não é de modo algum insuperável.

A exploração destes tópticos pode contribuir para que cada um possa fazer uma avaliação crítica da sua própria realidade e conduzir à descoberta de mais respostas.

Dificuldades mais frequentes na saída do ensino superior

    • Um mercado de trabalho nem sempre tão aberto quanto o desejado para as áreas de interesse desejadas
    • Os próprios medos e inseguranças, muitas vezes geradores de ansiedade e inatividade

A verdade é que, apesar de tudo, o mercado de trabalho vai-se abrindo e não é um muro intransponível.

Os medos e as inseguranças devem ser trabalhados internamente, pois muitas vezes surgem por nos aliarmos a uma parte de nós demasiado crítica e exigente, esquecendo-nos de olhar com igual ênfase para o nosso potencial e capacidade de nos mobilizarmos para objetivos que para nós são importantes.

O que fazer?

Para enfrentar esta fase de transição, existem duas etapas de preparação importantes:

    • Auto-avaliação
    • Seleção dos empregos alvo

Guia Prático sobre Técnicas de Procura Activa de Emprego poderá apoiar este processo.

Outro recurso são as próprias instituições educativas que procuram contribuir para a integração profissional dos estudantes finalistas e recém-formados no mercado de trabalho, proporcionando orientação e desenvolvimento da carreira nos serviços de apoio aos estudantes. Para mais informações sobre estes serviços consultar aqui ou procurar outros contactos de apoio especializado.

Mais dicas no trilho do primeiro emprego…

Atividades extracurriculares

Os estudantes devem investir em atividades que aumentem o seu grau de competência.
Todos os finalistas de um determinado curso têm a respetiva formação em comum. Um dos modos de o mercado de trabalho diferenciar os recém-licenciados é através da análise de competências adicionais que possam ser vistas como uma mais-valia.
Alguns exemplos: Cursos de língua estrangeira, experiência laboral anterior, ter pertencido a uma associação de estudantes, ter estudado no estrangeiro ao abrigo de Programas proporcionados pelas instituições académicas, ter um curso de informática num programa utilizado na área, etc.
 

Afinal, a média do curso é relevante ou não?

Se alguém desejar seguir uma carreira de investigação, é natural que uma boa média seja importante, mas no mercado de trabalho as competências pessoais são mais valorizadas que a média.
 

Fazer o Curriculum Vitae

É útil elaborar o currículo e começar a enviá-lo antes do curso estar finalizado. O espaço de tempo entre o estudante ser ainda finalista e ter já terminado o curso há pouco tempo, pode ser encarado como um período de treino na procura de emprego, em que o objetivo primordial não é arranjar trabalho, mas sim ganhar experiência e à vontade nos processos de seleção, nomeadamente nas entrevistas.
Orientações sobre como criar o CV segundo o modelo Europeu – Europass.
 

Quando começar a concorrer?

Se excetuarmos o período em que se está simplesmente a ganhar “experiência” em processos de seleção, não se deve concorrer a todos os empregos. Deve-se ser ambicioso e arriscar, mas concorrer a empregos em que notoriamente não se tem hipótese de ser recrutado não é uma boa ideia. A partir de um certo ponto, aquilo que pode parecer uma atitude positiva de “ir à luta”, pode transformar-se numa fonte sistemática de frustração.
 

Ideal de emprego 

Por vezes, os recém-formados ficam desiludidos quando constatam que o emprego que pretendem não é facilmente oferecido pelo mercado de trabalho. Considerando que a realização profissional é uma importante fonte de satisfação pessoal, não devem abdicar rapidamente das vossas aspirações.
Mesmo que não arranjem o trabalho que desejam, devem procurar algo com afinidade com a área alvo, pois a experiência profissional adquirida pode ser um trampolim para o que realmente procuram.
Empregos em áreas demasiado distantes da atividade pretendida tendem a ir afastando a pessoa do seu objetivo.
 

Procura de emprego

A procura de emprego não deve apenas ser efetuada segundo os processos formais (anúncio no jornal ou centro de emprego). Deve existir uma postura ativa, quer avaliando e identificando no mercado de trabalho potenciais empresas ou organismos empregadores, quer apostando no alargamento da rede de contactos, pois esta é sempre uma das saídas possíveis (ex.: antigos docentes, colegas de curso, familiares, amigos).
Para mais informações, consultar fontes de pesquisa de emprego.
 

Experiência adicional

É importante procurar alcançar atividades que dêem experiência laboral (estágios, bolsas de investigação, colaboração em projetos de investigação ou outros, etc.), pois esse é um dos pontos centrais.
O mais difícil tende a ser o primeiro emprego, pois a experiência e os contactos profissionais que daí advêm abrem portas futuras.
 

Alternativas

Apesar do panorama atual, existem ainda algumas alternativas para a transição entre a instituição educativa e o mercado de trabalho, sendo as seguintes algumas hipóteses a considerar: estágios profissionais financiados pelo IEFP, Bolsas de Iniciação à Investigação, estágios complementares e pós-graduações em Portugal e no estrangeiro.
 

Se não encontrarem logo emprego, não desesperem! É obviamente uma situação frustrante, mas o tempo médio para arranjar emprego situa-se entre os 6 e os 9 meses (nota: dever-se-à ter em atenção a especificidade do curso).

Ninguém se sente confortável, especialmente quando se procura o primeiro emprego, ao ser rejeitado. É sempre prejudicial para a auto-estima, tornando-nos menos seguros e confiantes. Se formos constantemente rejeitados, por ser evidente que não nos ajustamos ao emprego a que concorremos, acabamos por pôr em causa as nossas capacidades e desmotivamo-nos.

procura de apoio especializado é muitas vezes a solução.

Apesar dos serviços de apoio psicológico se estar a tornar mais frequente no ensino superior, nem todas os possuem. Nesse caso, poderá considerar a possibilidade de procurar externamente outras fontes de apoio especializado.

 

Fontes de pesquisa de anúncios, estágio e bolsas de investigação

    • Jornais (diários e semanários)
    • Diários da República (no caso de concursos públicos)
    • Centros de Emprego
    • GIP’s (Gabinetes de Inserção Profissional)
    • UNIVA (Unidades de Inserção na Vida Activa)
    • Agências privadas de colocação
    • Empresas de Trabalho Temporário
    • Associações profissionais e sindicais
    • Juntas de Freguesia
    • Feiras de emprego
    • Sites de pesquisa de emprego

Sugestões inovadoras

Colunching – A nova forma de arranjar emprego à francesa

Por acharem que as horas passadas à procura de emprego na Internet já não adiantavam nada, os franceses lembraram-se de arranjar uma nova forma de procurar (e conseguir) emprego: Cafés, restaurantes e até discotecas converteram-se em fóruns eficazes de procura de emprego e networking (contactos profissionais em rede). O colunching vai mais longe do que o contacto através de redes sociais: aqui trocam-se contactos, informações sobre vagas e até pontos de vista sobre o mercado laboral, enquanto se come.

Criar uma empresa pode ser uma alternativa ao desemprego ou ao trabalho por conta de outrem. É imprescindível refletir sobre as motivações e expectativas, assim como definir bem o projeto.

Boa sorte para mais uma caminhada!

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