Doutoramento

Cada vez mais pessoas prosseguem os seus estudos académicos, candidatando-se a Doutoramento.
As especificidades desta etapa de formação são exploradas nos tópicos aqui abordados.

.

A realidade actual

O número de pessoas que concluem esta etapa de formação teve um aumento exponencial nos últimos anos. Segundo os dados do MCTES, cerca de 200 pessoas tiveram o seu doutoramento reconhecido em Portugal em 1985, passando a cerca de 600 em 1996 e a cerca de 1500 em 2008. Se analisarmos o gráfico 1, esse incremento deveu-se maioritariamente a doutoramento feitos em instituições de Ensino Superior Portuguesas, dado que os reconhecimentos/equivalências tiveram um aumento bastante menos expressivo. Em 1983, o número de doutoramentos feitos em instituições portuguesas era basicamente equivalente ao de doutoramentos feitos em instituições estrangeiras. Hoje, esse número é cerca de 5 vezes superior.

Estes dados levantam três questões:

    • Sendo o doutoramento um processo formativo especialmente exigente, terão as instituições de ensino superior portuguesas conseguido modelar-se a um tão grande crescimento e desenvolvido um adequado apoio aos seus estudantes?
    • O que aconteceu ao perfil dos estudantes de doutoramento em Portugal? Um tão rápido crescimento, que mudanças acarreta ao nível do perfil de base de um candidato a doutoramento?
    • Os números revelam os doutorados que concluíram o processo formativo. Quantos estudantes entraram no processo formativo, mas não o chegaram a terminar? E porque não o fizeram?

Gráfico 1 – Evolução do N.º de Doutoramentos concluídos ou reconhecidos por Universidades Portuguesas entre 1970 e 2008

Fonte: GPEARI/MCTES

Relativamente à primeira questão, encontramos as instituições de ensino superior a tentarem criar estruturas de suporte, de modo a acomodarem um tão grande incremento no número de doutorados. Este esforço advém, em grande medida, da pressão associada ao sucesso académico e à constatação de que esta população está a experimentar dificuldades várias ao longo do seu processo formativo. No entanto, o plano geral não é suficientemente animador, estando as instituições ainda aquém na criação de modelos funcionais suficientemente adaptados à nova realidade.

As exigências de um doutoramento são tão grandes, que um estudante teria necessidade de um sistema de suporte integrado que o ajudasse na gestão do processo. Sendo uma realidade reconhecida, o processo é deixado em grande medida em auto-gestão, muitas vezes com vertentes contraditórias em confronto:

a) É reconhecido que as relações inter-pares e sociais são importantes, mas o contexto pode não permitir que exista tempo suficiente para estabelecer relações e o grupo/centro pode ser tão competitivo, que dificulta as relações do formando;

b) Os doutorandos podem desejar tirar o maior proveito possível do seu orientador e ele até apreciaria essa relação, no entanto, as exigências da investigação que realiza podem forçá-lo a direccionar o tempo e energia no sentido da publicar artigos, de dar as aulas exigidas e na participação em tarefas de gestão;

c) É suposto existir um trabalho independente, no contexto de uma orientação eficaz sobre um projecto de investigação coerente e adequadamente delineado. No entanto, a falta de tempo do orientador, de condições de trabalho ou a não antecipação de constrangimentos vários, podem gerar uma sensação de desorientação e falta de coerência no trabalho a realizar;

d) É reconhecida a importância de uma estrutura alargada de suporte académica (ex. Programas de Tutorado, Programas de Mentorado, Serviços de Apoio Psicológico, Serviços de Aconselhamento, Serviços de Orientação Académica), mas estes são uma realidade ainda reduzida nas instituições de ensino superior em Portugal.

Relativamente ao perfil dos estudantes de doutoramento, ele mudou significativamente nos últimos anos.

a) Esta etapa da formação deixou de ser exclusivista, destinada aos alunos mais brilhantes que enveredavam pela via académica ou a um reduzido número de profissionais que decidiam completar a sua formação. Não sendo uma característica transversal a todas as áreas de formação, é no entanto um cenário cada vez mais frequente que o doutoramento apareça como uma espécie de sequência lógica do processo formativo.

b) Esta realidade relaciona-se, em grande medida, com a ausência de perspectivas imediatas ao nível do mercado de trabalho, mas pode contribuir para que apenas se adie o confronto com uma realidade laboral complexa e exigente.

c) Por outro lado, este adiar, faz com que um número significativo de doutorandos vislumbre um vazio subsequente à obtenção do grau, que começa a afectar o equilíbrio interno, nomeadamente na fase final do processo de pós-graduação.

O número exacto de estudantes que anualmente desistem dos seus programas doutorais é uma tarefa difícil de empreender por diversos motivos:

a) Os alunos podem desistir em diversas fases do processo, quer estejam oficialmente inscritos no programa ou não, tornando assim difícil de distinguir se o aluno continua envolvido no programa ou não.

b) O tempo que demora a concluir um doutoramento é muitas vezes inespecífico. Como resultado, alguns alunos podem passar anos entre terminar a parte curricular ou recolha de dados e concluir sua dissertação. Assim, não se chega a saber, nesta fase, se os estudantes ainda estão a trabalhar nas suas dissertações ou se decidiram abandonar o doutoramento.

c) Não existem estatísticas nacionais viáveis sobre os índices de desistência dos doutorandos.

Barbara Lovitts (2001) descreve três motivos de abandono entre os estudantes de doutorado:

    • Não são as características de base dos estudantes que afectam seus resultados de persistência, é o que acontece com eles depois de chegarem ao doutoramento.
    • A desistência dos estudantes de doutoramento é feita em função das estruturas existentes, do desenvolvimento do mapa pessoal de oportunidades e constrangimentos, bem como do processo de integração e das competências e estratégias cognitivas de gestão do stress.
    • As causas do desgaste estão profundamente enraizadas na cultura organizacional das escolas de pós-graduação, bem como na estrutura e processo inerente ao doutoramento. O problema da exaustão emocional e o sentimento de baixa realização pessoal nos programas doutorais, está a tomar proporções alarmantes e a comunidade académica, que parece aceitar a fadiga como parte da vida do estudante, apenas agora está a começar a considerar o aviso como sério.

.

Os indicadores de fadiga e stress

Os componentes físicos e cognitivos básicos são bons indicadores da aproximação de um problema de fadiga.

1-  Indicadores fisiológicos

Os componentes fisiológicos dizem respeito à ocorrência de diversas mudanças físicas. São de seguida descritos vários sinais e sintomas fisiológicos de fadiga e burnout:

    • Diminuição da resistência física.
    • Aumento dos problemas de sono, como a necessidade de dormir mais ou insónia.
    • Perda ou ganho de peso, aumento ou diminuição do apetite.
    • Propensão à ocorrência de acidentes;
    • Aumento da susceptibilidade à doença;
    • Queixas psicossomáticas, que incluem dor de cabeça, enxaquecas, úlceras ou dor de costas;
    • Abuso de substâncias – excesso de bebida ou uso de drogas;
    • Problemas cardiopulmonares, aumento da pressão arterial, doenças do coração.

Obviamente, uma pessoa pode não exibir todos estes sintomas, nem esta lista é totalmente abrangente. Em termos de atenção selectiva, a percepção de um sintoma pode ser suficiente para exigir a mudança do estilo de vida pessoal ou a busca de apoio especializado.

2-  Indicadores cognitivos

Os componentes cognitivos também constituem algumas das principais manifestações de stress, fadiga emocional e burnout. São abaixo descritos alguns desses factores:

    • Depressão: mudanças de humor ou chorar facilmente.
    • Isolamento: Falta de desejo para socializar ou a ocorrência de isolamento face aos outros, quer físico, quer emocional.
    • Conflitos conjugais, familiares ou com colegas de casa/quarto.
    • Cinismo;
    • Rigidez ou passividade.
    • Agressividade;
    • Doença mental;
    • Aumento significativo da auto-crítica; forte sensação de culpa.
    • Problemas de auto-estima: sentimento de desespero, de vazio, sensação de falta de sentido, perca do sentido de valor pessoal, desorientação.
    • Perca de motivação e diminuição da capacidade de resposta emocional.

As alterações fisiológicas e cognitivas interagem com o stress e a fadiga emocional, tendendo a criar um ciclo auto-reforçante, que gera uma progressiva sensação de incapacidade e incompetência.

No entanto, muitos estudantes recusam-se a reconhecer a necessidade de diminuir o ritmo ou aceitar ajuda externa. Permitem que a sua condição prossiga para estágios avançados antes de lidarem com os sintomas existentes. Em breve, vão-se abaixo pela fadiga, com resultados devastadores. A quebra de produtividade, associada à sensação de impotência face ao processo, podem colocar em causa, não apenas a conclusão do doutoramento, como a própria saúde física e psicológica.

.

As consequências

As possíveis consequências do ciclo de stress ambiental e pessoal que levam à fadiga emocional e ao burnout são várias. São abaixo descritas várias áreas afectadas e com repercussões duradouras:

1º A qualidade do trabalho é afectada: A qualidade dos trabalhos produzidos ao longo da graduação pode ser severamente afectada por estratégias de enfrentamento pobres. As estratégias de enfrentamento são os esforços cognitivos e comportamentais para lidar com situações de dano, de ameaça ou de desafio, quando não está disponível uma rotina ou uma resposta automática. Apenas esforços conscientes e intencionais são considerados estratégias de enfrentamento e o stressor deve ser percebido e analisado adequadamente. Assim, a sua ausência ou desadequação é um dos principais elementos para que a resposta ao stress seja pobre e os resultados aquém do desejado.

a) Em primeiro lugar, o stress pode produzir uma focagem no imediato em detrimento de uma aprendizagem de longo prazo. Por exemplo, um estudante fatigado pode empinar para um exame em vez de procurar aceder a compreensão do conteúdo, ou “colar” uma série de material para um artigo, em vez de pesquisar minuciosamente sobre o assunto, ou pode protelar a realização de certas tarefas importantes gerindo o stress através de uma estratégia de evitamento. O resultado é que seu trabalho sofre, e não irá avançar de um modo consistente, nem obter o máximo da sua formação.

b) Em Segundo lugar, quando sob pressão, muitos alunos tendem a minimizar as outras áreas de interesse e a limitar os seus esforços para o que é necessário fazer dentro do seu campo de estudo. Esta dinâmica tende a gerar um isolamento pouco saudável.

Um doutoramento é muitas vezes um período de retirada, um tempo em que estudantes são quase totalmente absorvidos pelas preocupações relativas aos trabalhos académicos e aos seus obstáculos. Esse distanciamento, não apenas isola o graduado de uma rede de potencial suporte, mas também limita o grau de assimilação de ideias que podem ser processadas e aplicadas à complexidade de temáticas éticas e sociais da vida real.

O perigo é que os estudantes de pós-graduação se tornem especialistas sem perspectivas, que têm competência técnica, mas falta de uma capacidade reflexiva mais alargada. Este estreitar da visão conceptual dos outros e do mundo afecta directamente a capacidade do aluno para lidar com problemas futuros no contexto laboral.

2.º Interrupção do plano de doutoramento- Sem que seja efectuada uma mudança, o estudante pode sucumbir à pressão da fadiga, o que pode levar à paragem do seu plano de Doutoramento. Os planos pessoais e o sonho de ensinar, pesquisar e publicar são destruídos. Apesar de anos de investimento em formação académica a, o processo ficará aquém dos objectivos pretendidos.

3.º Relações interpessoais atrofiadas: Vários estudos apontam para o facto de os estudantes de pós-graduação atribuírem um valor elevado às relações interpessoais, nomeadamente às amizades e à família. No entanto, os dados também sugerem que quando o doutorando sente uma maior exigência de tempo por parte do trabalho, são as metas académicas que vencem.

Em termos de amizades, pode ser que os estudantes simplesmente se vão distanciando dos amigos que possuíam, a medida que o doutoramento avança e requer mais atenção. Sem que tal seja imediatamente notório, vai-se criando um distanciamento emocional típico das relações não alimentadas. Os reencontros podem começar a ser percebidos como progressivamente mais vazios, o que ainda agudiza o processo de não priorizar as relações de amizade. Poderia ser que, face ao distanciamento em relação aos amigos, pudesse surgir no contexto académico uma rede social de suporte, que fosse compensatória. No entanto, um ambiente competitivo, uma focagem excessiva nas tarefas pessoais pela pressão para os resultados, o trabalho em áreas percepcionadas como tendo pouca afinidade com os colegas, o desejo de isolamento para compensar o tempo perdido e a sensação de alienação social tendem a impedir que surja esta rede social compensatória. A ausência de adequadas estratégias de enfrantamento face às barreiras percepcionadas, praticamente garantem ao aluno de doutoramento que os benefícios que advém do estreitar das relações com os pares e restante comunidade académica não farão parte da libertação emocional para a fadiga sentida.

Além disso, exaustão emocional pode levar a um alheamento do estudante face às relações familiares. O efeito de um cônjuge ou pai ausente pode ser devastador sobre a família. Sem existir um tempo partilhado de mínima qualidade, os membros da família não cumprem as necessidades emocionais do outro. Para o estudante que é casado, isso leva a baixa auto-estima e tende a resultar em depressão do conjugue. O mesmo é verdade para os filhos, dado que as crianças tendem a sentir a ausência do progenitor como um sinal de rejeição, que por sua vez tende a levar a comportamento de hostilidade e ao nascimento de ressentimentos, com o aparecimento de zanga, rebeldia ou conflitos emocionalmente desgastantes. As estratégias de enfrentamento que promovem o isolamento, acabam por poder gerar padrões que afectam o futuro das relações conjugais e parentais.

4º Carreira profissional comprometida: O doutoramento contém muitas das pressões que se irão encontrar no resto da carreira profissional, no entanto, este afirmação é especialmente verdadeira para quem quer seguir a vida académica. Quantos conseguem lutar tanto tempo no meio de inúmeras dificuldades, só porque vão dizendo a si próprios “em breve, as coisas vão ser diferentes”. Os estudantes que estão a tirar um doutoramento, no sentido de terem uma carreira universitária, podem estar a enganar-se. Esse engano será revelado no ponto em que protelamento de um viver diferente, em função de um “descanso” que nunca chega, torna evidente o ponto de saturação e a fadiga, que já não é suportável.

 A imagem pessimista que é dada pelos estudos desenvolvidos na área do burnout e as próprias descrições fornecidas por estudantes de doutoramento, levaram ao desenvolvimento de vários métodos de enfretamento. Estas abordagens fornecem sugestões para lidar eficazmente com os fenómenos fadiga e de burnout.

.

As soluções

É essencial o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento eficazes enquanto se está no doutoramento, de modo a se obter sucesso de um modo saudável, não apenas no processo de pós-graduação, mas também nas etapas de vida subsequentes. A reacção individual ao stress e a habilidade para lidar eficazmente com ele, podem ser mais importantes do que simplesmente diminuir a carga de esforço.

A prevenção dos problemas de burnout implica que o estudante possua uma identidade do ego forte. Ou seja, que tenha uma boa percepção e consciência interna, integrada e estável, mas dinâmica e flexível; que exista um envolvimento com a realidade social e cultural, mas mantendo um bom grau de independência, de modo a que não seja necessário assumir, nem uma posição narcisista, nem ser um modelo da realidade externa. Este sentido interior dá confiança ao indivíduo e uma coerência à experiência de vida que está a experienciar, libertando o aluno para lidar com as pressões da vida académica.

Desenvolvimento de métodos adequados para lidar com o stress ao longo da vida, envolve reconhecer as fraquezas, utilizar os pontos fortes/recursos pessoais e a utilização dos recursos externos disponíveis.

Tendo em vista o desenvolvimento de uma estratégia para lidar com a fadiga e o síndrome de burnout, incluem-se as seguintes recomendações práticas:

1. Anote os seus progressos – O registo dos seus progressos no modo como está a lidar com o stress e com o burnout, permitirá identificar como este síndrome está a operar na sua vivência quotidiana e ajudá-lo-á a procurar soluções. Algumas sugestões de possíveis são:

    • Comece por analisar seu “diálogo interno” – identificar as declarações que diz a si mesmo e que minimizam o seu valor e que são falsas declarações acerca dos seus progressos e realizações. Não se compare aos “super-homens”. Lembre-se de que precisa para manter-se actualizado ou em evolução e não tente manter o mesmo ritmo deles.
    • Identifique os seus pontos fortes e dê-se a oportunidade de reconstruir a confiança através da sua utilização. Normalmente, os próprios recursos da academia (Serviços de Apoio aos estudante, textos de auto-ajuda, ou outros) oferecem ajuda na identificação dos pontos fortes e fracos. Em momentos em que se sente particularmente em baixo, liste os quinze principais pontos fortes que possui e leia-os várias vezes a si mesmo.
    • “Defina o seu caminho” quando a exaustão vem. Comece por descrever as condições que o levam até ela, os sintomas através dos quais a identifica e o modo mais eficaz para lidar com o problema. Tome nota do seu progresso e lembre-se que uma mudança saudável leva mais tempo do que imagina. Faça uso da sua experiência stressante presente para se preparar para a próxima ocorrência.

2. Fazer a gestão do tempo e definir prioridades pessoais. Sem uma boa gestão do tempo, o burnout torna-se uma probabilidade real. Quando tentar gerir o tempo considere que: a) Tenha consciência do tempo, conservando a noção das horas do dia, não fazendo planificações irrealistas. Defina uma agenda, mas não se obrigue a segui-la rigidamente. B) Controle o tempo. Aprenda a dizer “não”, sempre que tal é possível, e siga em frente. C) Assuma a finitude do tempo hora. Perceba quais são as suas prioridades, reorganize-as e fique com o que é importante. São abaixo apresentadas algumas sugestões para fazer uso do seu tempo:

    • Encontre privacidade, onde o telefone não pode tocar e as pessoas não o podem interromper.
    • Consiga uma quantidade adequada de sono. Adicione 1/2 horas de sono por dia, até que acorda por si, antes do despertador tocar. Isto dá-lhe acesso à sua necessidade biológica de sono. Você pode, durante um breve período de noites, dormir pouco, mas não mantenha esse ritmo por um longo período de tempo.
    • Permita-se ter tempo de lazer e tire férias, mesmo que por um dia. Inclua tipos de actividades de lazer que o “refrescam” (sozinho e numa atmosfera serena) e isso dá uma perspectiva diferente (ler uma revista no jardim, um romance, ouvir música, culinária, etc).
    • Exercite-se regularmente. Mesmo caminhar regularmente ajuda.
    • Faça refeições equilibradas. Planifique o seu menu para uma semana ou quinze dias, cozinhe quantidades maiores e congele doses individuais para esses dias. Planei comer junto de outras pessoas. Saia do seu “canto de trabalho”, de modo a poder socializar e a fomentar as relações interpessoais.

3. Cultivar os relacionamentos- Para lidar com o burnout, reconheça a sua necessidade de interacção com outras pessoas. Apesar de encontrar tempo para os relacionamentos ser um desafio para estudantes de doutoramento, as redes sociais fomentam um equilíbrio que é vital para aliviar o stress. Aqui estão algumas áreas a considerar:

      • Avalie as suas actuais amizades. Quais dessas estão um nível adequado de companheirismo ou de qualidade de amizade estabelecida?
      • Como poderiam estas relações ser cultivadas, com o objectivo de vê-los evoluir para um nível mais elevado do que o actual?
      • Desenvolva redes de interacção. Considere, por exemplo, a possibilidade de efectuar exercício com um grupo de pessoas, aproveitando o facto de o compromisso ajudar a vincular-se mais ao plano, beneficia a sua rede social e, ainda por cima, maximiza os benefícios de aeróbicos.
      • Encontre maneiras de sair de si mesmo e colocar o seu foco fora de sua condição (interna e de trabalho). Procure oportunidades pare servir os seus pares (ex. Programas de acolhimento), a Comunidade Académica ou faça voluntariado. A questão do tempo é sempre central, mas 2 horas por semana, por exemplo, talvez aumente a sua produtividade em um número de horas superior.

4. Procure ajuda profissional – Se o stress torna-se muito elevado e estratégias de enfrentamento que está a tentar não estão a ajudar, procure ajuda profissional, preferencialmente no início da situação. Protelar a resolução de problemas apenas os podem agravar. Aqui a chave, é evitar o desequilíbrio psicológico e doença mental. Muitas formas de perturbação psicológica ou desordem mental são provocadas por “factores de stress ambiental”, tendendo a ser situacionais e passíveis de adequada resolução. Portanto, não há uma questão de fracasso em pedir ajuda profissional para ajudar a gerir o stress, mas sim um comportamento inteligente de quem aceita que as estratégias que possui, face a determinado ambiente adverso, não estão a ser suficientemente eficazes.

5. Desenvolva a sua visão de mundo – Sua filosofia de vida é fundamental para atingir os seus objectivos e realização pessoal. Adquirir uma perspectiva sobre o seu lugar na sociedade e na sua contribuição um projecto de vida, ajudará a protegê-lo contra sentimentos de desânimo e de falta de sentido, que são dimensões que aprofundam o cansaço emocional. Aqui estão algumas questões essenciais a considerar na avaliação da sua visão do mundo:

      • Quais são as maiores prioridades da sua vida?
      • Qual gostaria que fosse a maior prioridade da sua vida aos 40 anos?
      • Há alguma causa (ou causas) pelas quais estaria disponível para sacrificar o seu padrão de vida pessoal?
      • Se alguém lhe pedisse para descrever os princípios pelos quais vive sua vida, o que diria?
      • Há algum certo ou errado absoluto? O que são eles?
      • Como é que toma decisões? Por exemplo: como decidirá sobre a pessoa com quem se decide a casar?
      • Qual é a pergunta sobre a vida que mais gostaria de ver respondida?
      • Se pudesse mudar uma coisa acerca do nosso mundo, o que seria?
© 2018 SOS Ensino Superior | Design Theme by: D5 Creation | Powered by: WordPress